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A Morte Anunciada do Rádio AM no Brasil Wednesday, April 02 @ 14:02:21 EEST por admin (13 vizualização(ões)) | O declínio da Rádio AM
A possível morte da Rádio Am é triste mas, não é uma surpresa...
Quanta gente que não esperneou com a morte do vinil! O vinil continua vivo mas, francamente é puro saudosismo.
A Internet é o futuro e este pessoal bom da AM deveria fazer uma reciclagem e mover-se para Broadcast Online. A Internet é inevitavelmente o grande HUB de convergência de todas as medias.
Concordo plenamente com a proliferação de uma nova geração de pretensos profissionais que empanelam as coisas e baixam o nível cultural de tudo que fazem. É por isso que os profissionais da antiga ainda são necessários! Precisamos mais do que nunca de bons professores!
Não podemos esquecer que vivemos num momento histórico de capitalismo extremo e desregulado onde a lei da oferta e da procura é a única que vale. O capital é a palavra de ordem. Se não der lucro morre!.
Só tem um jeito de mudar as coisas, mudando a cabeça dos governantes que por sua vez vão redirecionar as prioridades. Nossos problemas são muito antigos e mais abrangentes. Enquanto o povo não desenvolver uma consciência política e realmente usar o voto como forma de punição contra a corrupção e ilegalidade reinante, fazendo uma limpeza nos alto escalões não haverá mudança nenhuma.
Lembre-se que foram os jornais, revistas, rádios e TVs que manipularam a opinião pública, elegeram nossos governantes e, ultimamente são responsáveis pelo estado de coisas em que vivemos.
A Internet foi a melhor coisa que apareceu nos últimos 10 anos. Realmente democratizou a informação, descentralizou e colocou o poder na mão do povo.
Infelizmente a palavra "anarquia" virou símbolo de "bagunça e desorganização". Na verdade Anarquia é um sistema muito sério, descentralizado, onde todo mundo comunitariamente aceita sua responsabilidade sem necessidade de um governo central.
Portanto, para mim, a Internet é um sistema "quase" anárquico e por isso mesmo, com muitos inimigos louquinhos para amordaçar-la.
Bom, voltando à AM, no momento, assim como em muitas áreas, o nosso poder como cidadão, é apenas de conscientização popular e, como grupo de pressão, tentar segurar do fim inevitável das AMs. Aliás, acho que falar em fim da AM é um pouco extremo. Como dizia o filósofo Paracelso: "-Neste mundo nada se cria, tudo se transforma." Portanto, a Rádio AM certamente migrará ara alguma outra forma de transmissão de informação.
Resistência é fútil! Você será assimilado!
Celso Barbieri
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Cinema na Zona Norte Monday, March 31 @ 21:02:34 EEST por admin (12 vizualização(ões)) | A figura-chave do
projeto era Mário Audrá Júnior, o Marinho, filho de uma rica família
paulistana, do ramo da indústria têxtil. "Marinho era um cara jovem,
boa-pinta, inteligente. Um cara muito ousado, cheio de energia, que
embarcou nessa 'aventura'", lembra o crítico de cinema e historiador
Luciano Ramos. "Mas ele não via o projeto dessa forma, via como
empreendimento. Perto dos investimentos necessários para expandir a
indústria da família, por exemplo, era um valor viável."
Marinho
se junta a nomes importantes do cenário cultural paulistano, os
italianos recém-egressos do TBC Ruggero Jacobbi e Mario Civelli, e
constrói um estúdio de grandes dimensões no bairro do Jaçanã (Zona
Norte), ao qual deu o nome da fazenda da família - Maristela. Para
iniciar o projeto, ninguém menos do que o próprio Alberto Cavalcanti,
da Vera Cruz, é contratado, já que ele acabara de romper relações com
Franco Zampari. Para não extrapolar o orçamento da companhia, que não
era comparável ao do grande estúdio, os empresários da Maristela
inovavam.
Enquanto
a "prima rica" trazia pessoas da Europa, a Maristela contratava
técnicos da Argentina e do México. "A Maristela já começou pequena e
modesta", explica Catani. "E, ao contrário da Vera Cruz, que arcava com
todas as despesas dos seus filmes, ela chegou a fazer co-produções
internacionais para manter o negócio de pé. A Maristela fazia parceria
com outros produtores, que entravam com o dinheiro, com a película... E
conseguiu sobreviver dessa maneira. Coisa que, se a Vera Cruz tivesse
feito, também teria conseguido", conclui o autor, referindo-se à
trajetória meteórica do célebre estúdio. Apesar de ter produzido menos
filmes, a Maristela manteve as portas abertas até 1958, quatro anos a
mais que a Vera Cruz.
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SÓ VAI PIORAR Monday, March 31 @ 20:44:36 EEST por admin (10 vizualização(ões)) | Que me desculpe os otimistas, mas as ruas da cidade não têm mais jeito. Podem fazer macumba, reza brava, chamar pai de santo, invocar divindade cósmica, o problema é que temos mais carros do que ruas e isso ninguém consegue equacionar.
Tanto faz rodízio, tanto faz não ter rodízio, de todo jeito São Paulo para, pelo menos de manhã e no final da tarde. A questão é de matemática e contra números absolutos não há o que fazer.
A ordem de grandeza é de seis milhões de veículos registrados. Quer dizer, mais ou menos, um para cada dois habitantes. E boa parte é velha, sem condições de rodar, enquanto outra é dirigida por gente sem capacidade para dirigir, apesar de habilitada.
Como para completar a CET insiste em ajudar o caos, não existe a mais remota esperança de redenção. O inferno é nosso destino, descendo para as profundas ou ficando por aqui.
São Paulo está condenada a ser uma filial da casa do demo. Do buraco escuro onde queima o fogo eterno, com a missão de cobrar das almas pecadoras aquilo que não fizeram na terra.
Mais carros, mais carros, mais carros. Que alegria para a indústria, para o comércio, para os bancos e para os proprietários. Mas que desastre para os outros.
E, em pouco tempo, para o dono também. Vai descobrir que sua máquina nova, possante como o vento sul, aerodinâmica como os jatos de combate, confortável como as carruagens reais, não tem para onde ir.
Está condenada a brincar de ostra, mais grudada no asfalto que a concha na pedra. O resto é sonho, desespero, falta de noção das coisas, boa vontade e algum otimismo.
Antonio Penteado Mendonça
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Compaixão Faz Bem Wednesday, March 26 @ 13:56:15 EET por admin (8 vizualização(ões)) | Não há motorista que não se irrite com os catadores de lixo. Os riquixás puxados a força humana, numa cidade de topografia cruel como é São Paulo.
De repente a avenida para, o trânsito não anda, o sinal verde não favorece em nada, porque ali na frente vai um cidadão curvado, arrastando uma carroça desengonçada cheia de badulaques e lixo, que ele pega nas caçambas e latas da vida.
Dá vontade de jogar tudo para o alto, meter a mão na buzina, atropelar um marronzinho, bater num motoqueiro. Dá, mas está errado.
Enquanto este país em pleno século 21 condenar seres humanos a puxarem carrocinhas de lixo para ganharem honestamente o pão nosso de cada dia, está tudo errado. Até retirá-los das ruas.
As alternativas são dramáticas e muito piores. Na rua, catando lixo, às vezes, acompanhado de um cachorro velho, o cidadão trabalha, ganha algum, pouco, mas suficiente para o filho estudar ou a filha não se prostituir.
Fora das ruas quais suas alternativas? Assaltar. Matar, roubar, traficar? Todas elas seriam péssimas, e ainda trariam conseqüências piores ainda.
Ao ver o riquixá se esforçando ladeira acima – porque eles também sobem ladeiras – não se exalte, mas olhe com olhos humanos, com compaixão, como se houvesse em algum ponto perdido no passado um elo quebrado que o liberou de uma sina assim.
Lembre-se: sorte faz parte da vida. Sem ela, tanto faz a inteligência ou competência. Ninguém pediu para nascer na favela. As coisas são como são simplesmente porque são.
Antonio Penteado Mendonça
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